Página pessoal de José Luís Reis

Saturday, November 26, 2011

Problemas da economia.

Perguntei a 5 amigos economistas como é que a economia pode crescer se os impostos aumentam, os salários baixam e o custo de vida aumenta (com esta fórmula, como é óbvio a inflação não diminui, aumenta)? Nenhum me foi capaz de responder de uma forma exacta nem compreensível (acho que nenhum deles, tal como a grande maioria dos economistas consegue perceber quase nada do que se passa à sua volta, a não ser ao tentarem encontrar algumas explicações depois das coisas acontecerem e mesmo assim continuam com dúvidas). A economia pelos vistos é cada vez mais uma área da gestão onde a tentativa-erro se afirma, pois os factores que a influenciam são cada vez mais entrópicos!

Confesso que reconheço mérito a dois ou três economistas e por vezes leio-os e ouço-os com atenção, um deles é o Joseph Stiglitz.

Mais uma vez disse umas coisas acertadas, pena é que quase ninguém que tem o poder de fazer agir perceba o que ele diz, ou se percebem parece que não conseguem pôr em prática os seus ensinamentos.

Joseph Stiglitz: Austeridade é receita para suicídio económico.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=521899

1 comments:

lookingforjohn said...

Em 2001, nesta apresentação: http://goo.gl/KQPKU, Miguel Beleza expunha algumas ideias sobre os economistas. Exemplos:
"Finalmente, e utilizando a técnica dos economistas profissionais, apresentarei um modelo relativamente incompreensível para me ajudar a explicar aquilo de que não tenho a certeza."
"Para concluir procurei um modelo analítico, que não quantifica, mas explica. É um modelo simples, mas não tão simples como eu gostaria, para eu próprio perceber. Isto é a técnica dos economistas: arranjam uma coisa incompreensível, que dizem explicar o essencial." :)

Pelo meio destas brincadeiras sérias, contudo, já ia fazendo a leitura:
"Qual é o risco que nós corremos? É que, ao contrário de um ajustamento suave, tranquilo, para um novo steady state e um nível de satisfação mais elevado, tenhamos afinal um crash. Eu não tenho nada contra o endividamento das famílias. Recordam-se que praticamente desde D. Afonso Henriques e até há poucos anos era praticamente proibido e quase um pecado este endividamento. Felizmente já não é assim. A questão é saber se é sustentável e se contribuiu para o bem-estar. Estou seguro de que uma parte importante contribuiu. A questão que resta saber é se será que não houve excesso na concessão de crédito, o que poderia conduzir a uma crise financeira."
:)